domingo, 19 de dezembro de 2010

DISTÂNCIA


Quis o destino que a distância um dia
Abrisse em fenda o chão que nos unia
Quis tal destino o fim do nosso sonho
Precipitado em abissal medonho.

Se essa distância homérica enlouquece

É nesse abismo que minha alma desce
Envolta em minhas lágrimas doridas
E encontra as lágrimas por ti vertidas.

Mesmo distante uno-me a ti em pranto
Na angústia que nos priva de acalanto
Na busca da paixão que esta alma roga

Com fios destas lágrimas tecemos
O lago de saudade em que vivemos
O mar da solidão que nos afoga!

Oldney Lopes ©

Um comentário:

  1. Somente a nave veloz, eficiente, ousada e autônoma, minha mente, pode abrandar o sofrimento que tal distância a mim se impõe.
    Estando eu no comando, qual lonjura, abismo cruel poderá ser suficiente?

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